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Palavra Municipalista: prefeitos e vereadores expõe ideias na Marcha

quinta, 24 de maio de 2018

LAR 0102Na manhã do último dia da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apresentou a Plenária Palavra Municipalista, espaço democrático onde os agentes políticos presentes puderam levar sua contribuição para os debates no evento.

Entre os pontos discutidos, foram destaques as recentes paralisações dos caminhoneiros em todo o país, a alta carga de impostos e a participação da mulher na política.

Confira abaixo trechos dos pronunciamentos dos gestores:

1- Roberto Camargo, vereador do Município de Capivari do Sul (RS)

“Nós temos que dizer para o presidente da República, Michel Temer, para a grande liderança, para o nosso ministro Padilha [Casa Civil], que é lá do Rio Grande do Sul, nosso representante Alceu Moreira e todos os representantes de vocês, que nós somos solidários aquele povo [os caminhoneiros] que está cumprindo as suas obrigações, pagando seus impostos, e precisamos que o combustível, que é a mola mestre do desenvolvimento do Brasil, seja de preço justo. E que nós não precisamos pagar a conta da Petrobrás, não somos os responsáveis”.

2- Tuta Rebelato, vereador do Município de Ibirubá (RS)

“Esse movimento que o Brasil está fazendo, em relação à paralização, e o Brasil está parado. Eu tenho feito e cada um tem um compromisso de fazer com que o governo oportunize os caminhoneiros, os agricultores. Enfim, quem mantêm esse País de pé, precisa de diesel, precisa de combustível, e ele tem que ter no mínimo condições de trabalhar”.

3- Helton Barreto, prefeito do Município de General Câmara (RS)

“Com certeza nós hoje estamos aqui em conjunto com os motoristas de caminhão, em conjunto com os agricultores, em todos os manifestos que estão ocorrendo Brasil afora e, com certeza, o governo tem que se sensibilizar e baixar imediatamente isso que anunciou através da Petrobras e através do imposto de PIS/Confins, zerando esse imposto para o nosso combustível. Porque nós, Municípios, nós, prefeitos, somos um dos maiores consumidores de óleo diesel e gasolina em nossa frota”.

4- José Rivaldo, vereador de Acari (RN)

“Peço a toda à população, não só do meu querido Rio Grande do Norte, como também do Brasil, vamos saber escolher os próximos representantes para que o ano que vem estejamos todos aqui numa condição melhor”.

5- Elias Silveira, vereador de Ibatiba (ES)

“Chega! Nosso povo está cansado de sofrer. O nosso povo não aguenta mais pagar tantos impostos”.

6- Paulo Luis Nunes, vereador de São Miguel do Guamá (PA)

“Acho que, com a Confederação, com o apoio de todos, com a união que essa Confederação tem feito ao longo dos tempos e daqui pra frente, com mais fortalecimento, devemos sim ter um trabalho definido junto ao Congresso para que nós possamos direcionar, acima dos problemas, um trabalho de eficiência e um resultado às pessoas que mais precisam”.

7- Carlinhos Barbosa, prefeito de Turmalina (MG)

“É com alegria que nós podemos participar deste evento e levar proposta de encaminhamento que, com certeza, servirá de aprovação no Congresso, e que vai repercutir na vida dos nossos Municípios. Só com essas discussões, com esses debates, nós encontraremos saída para os nossos Municípios”.

8- Amaro Pessoa, vereador de Santa Maria de Cambucá (PE)

“Pedimos ao nosso governo para que tome providência o mais rápido possível sobre a causa da alta do combustível, dos caminhoneiros que vivem no sofrimento pelas estradas. Fui caminhoneiro por 20 anos e sei a situação do caminhoneiro. Sabemos que só ele transporta o progresso de nossa cidade”.

9- José Valter, prefeito de Entre Rios (MG)

“Nossos Municípios tê dee se tornar independentes e, para ficar independente, é necessário que a gente lute com todas as forças para ter um novo pacto federativo. Não é possível a gente continuar ainda de pires na mão, atrás de deputados, atrás dos ministérios para garantir um mínimo de dignidade para os nossos munícipes”.

10- Juninho Valeriote, vereador de São José de Ubá (RJ)

“Eu vejo, nos ministérios, representantes da agricultura, representante da indústria, representante de todos os setores. Aí não vejo nenhum representante que tenha a identidade municipalista. Nós somos aproximadamente 58 mil vereadores no Brasil contra cinco mil e poucos prefeitos, contra 513 deputados federais, contra 81 senadores. Será que esse volume nosso, essa representatividade nossa, não pode nos levar a indicar um ministro das cidades? Vamos pensar isso. Vamos colocar essa pauta agora nas eleições 2018 para os presidenciáveis. Os 58 mil vereadores, os 5.568 prefeitos do Brasil indicar um homem com o gabarito de Paulo Ziulkoski para o Ministério das Cidades. Esse é o primeiro passo para que os nossos Munícipios possam resgatar sua dignidade” .

11- Jair Carneiro, chefe de gabinete de Sarandi (PR)

“É necessária a mudança urgente na Lei 8.666, de Licitações. Não é porque se dificulta a licitação que se inibe as coisas erradas. Não é a realidade. Nós temos que ter mudança urgente nessa lei para facilitar o trabalho dos prefeitos e dos secretários municipais”.

12- Antônio Sartori, prefeito de Campo Novo (RS)

“Nós temos a obrigação e o dever de chegarmos em nossas comunidades e transmitir aos nossos munícipes aquilo que nós discutimos aqui e aquilo que nós assistimos aqui nessa XXI Marcha. Principalmente com os pré-candidatos a presidência da República, independentemente de sigla partidária. Nós precisamos corrigir os Brasil. E nós não vamos resolver o problema do Brasil de Brasília para dentro dos nossos municípios. É dos nossos municípios para dentro de Brasília”.

13- José Dantas, vereador de Carnaúbas do Dantas (RN)

“Eu queria dizer que o que está faltando no nosso País é mais união dos políticos, principalmente dos que ficam aqui em Brasília. Porque na minha cidade, de 8.500 habitantes, o crime estava tomando conta. E se juntou a classe política com a população para fazer vaquinha e pagar segurança para nossa cidade. Enquanto os políticos que ficam aqui em Brasília ganham milhões e não veem as cidades pequenas”.

14- José Wilson , vereador de Pacaju (CE)

“Espero que nós, agentes políticos, possamos ter a oportunidade, a transparência, a união e o controle para que todos nós possamos vencer, unidos, esses atritos e esses gargalos que nosso país hoje está enfrentando”.

15- Maurício Paixão, vereador de Colombo (PR)

“Às mulheres, quero dizer para vocês que, cada dia mais, eu me surpreendo vendo essas mulheres. Nós temos que ter mais mulheres aqui junto com a gente”.

16- André Burin, vereador Itaara (RS)

“Em nome do nosso prefeito, quero parabenizar todos os prefeitos que têm vindo a Brasília desde 1998 para ajudar a fortalecer esse movimento e transformar esse Brasil de baixo para cima, e não de cima para baixo, como aqui foi falado e provado que não dá certo”.

17- Cicero Andrade, vereador de Paulo Afonso (BA)

“Vim aqui me manifestar também sobre uma taxa que é cobrada na minha região, no norte da Bahia, que é a taxa de esgoto. Que é 100%, 80%. Peço, senhor presidente, que o senhor veja juntamente com a CNM, com o Congresso, com a União, o que pode ser feito para baixar essa taxa de esgoto que é de grande valia para que sejam tratados os esgotos em nossos Municípios, mas que também seja honesta e seja baixa. Porque a nossa região é de muitas pessoas carentes, pessoas que não têm condição sequer de comer, quanto mais pagar 80%, 100% de taxa de esgoto”.

18- Cássio Soares, prefeito de Pantano Grande (RS)

“Gostaria de compartilhar com os colegas e os amigos esse momento importante e de tanta pressão que Brasília e o nosso país estão enfrentando, que é a mobilização e essa manifestação dos caminhoneiros, e que lá no Rio Grande do Sul os produtores rurais também estão se associando a este movimento. Eu quero dizer do meu respeito, da minha solidariedade e do meu apoio a este movimento que transporta e produz a riqueza do nosso país”.

19- Gilson Batista, prefeito de Viana (ES)

“Uma pauta que eu gostaria de colocar é em relação ao regime de previdência própria dos Municípios. Os prefeitos que estão aqui sabem que a previdência própria municipal irá quebrar as cidades brasileiras. Por isso, precisamos de uma discussão aqui na CNM com relação à compensação previdenciária”.

20- Mabel Almice, prefeita de Castanheira (MT)

“Quero fazer um apelo aos pré-candidatos a presidente: coloque uma mulher para vice. Vamos aumentar o número de mulheres. Quero fazer um apelo a mulheres que ocupam cargos, como vereadoras, vice-prefeita, prefeitas, tragam mais mulheres para a vida pública”.

21- Caetano Marciel, vereador de Lizarada (TO)

“Gostaria de dizer ao novo presidente que vai assumir, para que possa dar continuidade ao trabalhos do Paulo [Ziulkoski], que possa melhorar as condições de vida, principalmente daqueles Municípios do interior, como o nosso, que sobrevive de FPM. Gostaria que o senhor olhasse com um olhar diferente para esses Municípios do interior do Tocantins e de todo o Brasil”.

22- Lineu Tonelli, vereador Nepomuceno (MG)

“Eu sou vereador 24h por dia, eu peço a vocês, vereadores, sejam honestos com seus eleitores para mudar a ideia sobre os políticos”.

23- Adenise Carline, vereadora Planalto (PR)

“Vamos nós, mulheres, fazer a diferença no Brasil. Precisamos de mais mulheres na política”.

24- Professor Toti , vereador Matões (MA)

“A grande questão que trazemos aqui é a questão dos resíduos sólidos. Os Municípios não conseguiram atingir a primeira etapa da meta. E agora temos a meta até 2021 e o andamento desta política nos Municípios anda de maneira muito lenta e precisamos de uma alavancada para essa politica, que é de muita importância ao desenvolvimento da questão ambiental”.

Moção

Moção que exige solução para a crise dos combustíveis foi também apresentada na Plenária. O documento alertou: “demais serviços públicos municipais estão sendo prejudicados e centenas deles paralisados em razão da falta de combustíveis causada pelas diversas ações de reivindicações em prol da revisão dos altos valores cobrados”.  O documento ressalta ainda que milhares de caminhões estão parados por diversas partes do Brasil obstruindo estradas, além de causar desabastecimento geral.

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